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Programa 8 Setembro | Casa Independente Debate “Queer Q? 1: Os Significados”: 18h00 Participantes: Andreia Coutinho, Kali, João Caçador. Moderação: Maribel M. Sobreira O que queremos dizer quando utilizamos o termo “queer”? Utilizamo-lo simplesmente como abreviação de “genderqueer”, para referir alguém com uma difusa ou ambígua imagem/identidade de género? Ou aplicamo-lo para falar sobre o que, num ser humano ou em qualquer produto de criação humana (arte, literatura, pensamento, etc.), é fluido, impermanente, mutante, em transição, vivo? Dizemos queer para não dizer “gay”, “lésbica” ou “transgénero”, porque é mais fácil? Mas, nesse caso, são necessariamente queer todes es gays, lésbicas e o mais que constitui a nossa diversidade? Acharemos que o nome “queer” acrescenta dimensão política ao acrónimo LGBTIA+? Não serão já políticas estas iniciais? Podemos mesmo extrapolar e chamar queer a tudo o que é estranho, bizarro, excêntrico, fora da norma, inconformado, subversivo, perversivo, anti, contra? Sobre tudo isto vamos conversar, para ver se chegamos a alguma conclusão. Ou a nenhuma, porque não nos entendermos também é queer. Leituras: 21h00 André Tecedeiro Poeta (e artista visual, e psicólogo) com vários livros publicados, sendo o mais recente o muito aplaudido “O Número de Strahler”, tem a particularidade de ser ele próprio a declamar os seus poemas. Di-los da maneira como os escreveu, sem mediação, na primeira pessoa do singular, porque lhe vêm do mais fundo de si. Cláudia Jardim Actriz presentemente envolvida com o Teatro Praga, tem um historial como criadora e intérprete que passou pela Sensorround, com Lúcia Sigalho, pela Cornucópia, com Luís Miguel Cintra, e por uma parceria com Patrícia Portela. O seu amor pela palavra resultou, por exemplo, na tradução do “Quarteto” de Heiner Muller. João Vilhena Homo sapiens sapiens, hospedeiro de milhões de fungos e bactérias. Nascido no Sul de Portugal, junto à ria. Biólogo, tradutor, amante de comida, de literatura e de pessoas. A tentar, sem grande sucesso, ser menos ignorante. Alguns poemas publicados na Diversos e na Nervo ou partilhados com os amigos e em oficinas de escrita. Raquel Smith-Cave De seu nome Raquel Silva, o simbólico apelido “Smith-Cave” desta poeta, estudiosa da literatura anglo-saxónica e ouvinte de rock veio da sua devoção pelas músicas de Patti Smith e Nick Cave. Responsável por um dos poucos clubes de leitura queer da cidade de Lisboa, com chancela Queer as Fuck, vem dando voz à sua própria escrita e às de outras autoras. Madalena Ávila Dizer poesia e ler (cenicamente) qualquer texto literário é toda uma arte, como bem o sabe e pratica esta leitora de Mário Dionísio, dos “poetas malditos”, de D.H. Lawrence ou das letras populares açorianas, sem hierarquizações nem alfândegas, a sós ou tendo o pianista João Paulo Esteves da Silva a acompanhá-la. Joana Neves Editora do Grupo Bertrand e dinamizadora da série de conversas Literatura e Feminismo, organizada pela Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva (Braga), é tradutora (por exemplo, do ensaio “A Arte de Amar”, de Erich Fromm) e poeta. Conduziu o programa radiofónico Contos Não Vendem, na Rádio Zero. Rita Natálio Com actividade nas zonas de intersecção da performance, da dança, da declamação poética e da escrita, alimentada por conceitos retirados da antropologia e da psicologia clínica, os seus projectos definem-se pela ambiguidade: uma conferência pode ser performativa e um simples poema pode ter o alcance de um manifesto sobre a estética na era do Antropoceno. Antropocenas, chama-lhes. Música: 23h00 Stravaganza Colorata Maria do Mar (violeta, no palco) e David Campelo (flautas de bisel, em vídeo) propõem-se queerizar a música antiga e os seus formalismos concertantes por meio de um uso encenado, performativo, transdisciplinar e recodificado da imagética do Barroco e do Renascimento. Com um passado a tocar em orquestras e a ensinar o seu instrumento, do Mar está activa na cena da música livremente improvisada, em projectos como Lantana e Mayuhma. Além de professor, Campelo tem colaborado com os grupos Il Dolcimelo, Danças com História e Ensemble Peregrinação. 9 Setembro | Casa Independente Debate “Queer Q? 2: As Lutas”: 18h00 Participantes: Joana Neves, Ana João Lopes, Sara Conchita. Moderação: Maribel M. Sobreira. Enquanto modo de ser e de estar e enquanto pensamento, a queerness é por si mesma uma práxis, implicando que, de algum modo, haja acção. Mas… com que formas de agir, com que “temas”, com que lutas? O activismo queer faz-se ou sobre a própria queerness ou sobre questões como o ambiente, o direito à habitação, a emancipação da mulher. Não fica muito claro se há uma maneira queer de lutar, por exemplo, contra as alterações climáticas. Há? O que acrescenta a práxis queer ao combate ecológico? E os ecologistas, precisam destes aliados queer, reconhecem o seu contributo? Essa prática revela-se também por meio de um “artivismo”, um activismo artístico, criativo. Mas, de novo… o que distingue este? Haverá mesmo uma arte queer, equiparável a uma ecologia queer? Como definir a queerness das lutas, das construções de cidadania, que não têm que ver directamente com o ser queer? Não poderá este tipo de investimento na vida em sociedade conter o perigo da recuperação, da normatização, precisamente aquilo que a queerness refuta? É sobre tudo isto que se falará, e o mais provavelmente para chegar não a respostas, mas a novas perguntas… Performance: 21h00 Rafaela Jacinto A história e a cultura das religiões servem à performer e actriz de Caldas da Rainha para equacionar a sua condição de mulher queer e feminista com a sua fé e a sua espiritualidade, de uma forma necessariamente muito intimista e pessoal. O seu propósito é recuperar os «valores primordiais» do cristianismo, o cristianismo dos marginalizados, dos freaks, da Teologia Queer. Gaya de Medeiros Coreógrafa, bailarina e performer que fez espectáculos como drag queen (com o nome Babaya) antes de iniciar o seu processo de transição de género e também passou pelo teatro, Gaya entende a dança como a narrativa do seu próprio corpo. Uma dança que «começou antes de estar pronta», como sublinha citando Tuca Pinheiro, e prossegue na sua viagem em busca de uma existência mais fecunda e viva. Música: 22h30 Carincur A arte de Inês Cardoso não é apenas transdisciplinar, é “transindisciplinar”, no sentido em que a multiplicidade dos media envolvidos resulta em outra coisa que não num arrumado sincretismo de linguagens – a pós-linguagem a que se chega é “pós” porque no processo as ditas se subvertem e desintegram. A voz e o corpo na sua interacção com o computador, os objectos amplificados e as luzes armadilham as distinções entre realidade e imaginação, moldando a percepção de quem ouve, vê e sente. Érika Machado Multipremiada cantautora (e artista visual, com actividade nas áreas do desenho, da criação de objectos e da animação vídeo) de Belo Horizonte, mas residente em Lisboa, a sua carreira em nome próprio ou com o projecto Spicy Noodles usa o formato pop da canção, com melodias que ficam no ouvido. Depressa verificamos, no entanto, a existência de outras camadas, indo de uma ironia desarmante à mais acutilante acidez, tanto nas leituras que faz da realidade social quanto da condição humana. 10 Setembro | Casa Independente DJ set Queer Fest: 17h00 Uma selecção musical queer pela equipa do Queer Fest. Música: 21h00 (nota: entrada mediante a apresentação de certificado de vacinação Covid-19 ou teste negativo) Frik.são Da combinação entre a música, o movimento e o corpo (ou os três corpos em causa) nasce a Frik.são de que Sofia Mestre, Mariana Frazão e Cláudia Alves são as agentes. O que quer dizer que um concerto de Frik.são é também uma performance. Ou até mais: um «modo de vida que, através de frames de realidades abstractas, ganha corpo (três-em-um) nas suas difamadas e mundanas aparições». Em «sucessivas flashadas intermitentes», se fazem o favor. a lake by the mõõn Apresentação de “Life in Warp”, o primeiro álbum deste projecto de Duarte Eduardo, inteiramente produzido a partir das “vozes” de animais em vias de extinção, uns utilizados em “bruto”, outros processados electronicamente. Estimular os ouvidos a «prestar atenção ao que o som nos tem a ensinar sobre o estado do nosso planeta» é o propósito deste trabalho de um músico que, nos palcos, vem tornando imersivas as estratégias da música dita ambiental. Queer, muito obviamente. bbb hairdryer Parte concerto e parte performance, uma actuação bbb introduz canções pop-punk (melodia versus distorção) num ritual em que corpo, instrumentos, pedais de efeitos e demais tecnologia fazem do caos, da ordem própria do caos, do acaso, do acidente, o factor organizativo por excelência. Catarse e encantamento, eros e thanatos, exploração de possibilidades sonoras e físicas, disrupção, poesia, tudo cabe e se proporciona. Maria João Fura A cantora e compositora apresenta em quinteto o disco “FURA”, com canções de sonoridade multifacetada e contagiantes melodias que viajam entre a bossa nova, a pop electroacústica, o cool jazz e a world music. A sua autenticidade tem merecido o reconhecimento do público e do meio musical, com a selecção de duas canções para os Prémios Zeca Afonso e Ary dos Santos. A imagética de “FURA” chega também ao cinema com a canção “Fui Eu”, na banda-sonora da curta-metragem francesa “La Loi Sans Moi”, de Claire Bottalico. Dakoi Já chamou «techno for lesbians» às suas misturas improváveis, mas isso foi só referir a parte de um todo bem mais intrincado. Um todo em que não é óbvio onde termina o DJing e começa a criação de música electrónica experimental (ou vice-versa), como é que fazem tanto sentido os samples de voz cortados à faca para que não façam… bom... sentido, e o que levou a jovem produtora a perceber que o funk reggaeton, o brega e o baile podiam ligar-se tão bem entre si. Uma coisa é certa: não há ninguém como ela. 11 Setembro | SMUP Mostra de arte queer Curadoria: Vítor Serrano Com foco no cartaz como forma de propagação, acessibilidade e disponibilização de informação, o Queer Fest apresenta nesta sua edição uma mostra de arte directamente relacionada com o tema “Queer Q?”, o dos debates incluídos no programa. Aes artistas participantes pediu-se uma abordagem livre e individual que nos defina enquanto movimento e enquanto pessoas queer em acto de reivindicação dos nossos próprios corpos. O objectivo é que todos os trabalhos expostos sejam disponibilizados para venda, em registo de benefit, com as receitas a reverterem para próximas edições do festival. A exposição culminará com uma iniciativa de activismo: queremos ocupar as ruas com cartazes, assim espalhando a palavra. Participações: Tomás Jones, Rita Santana, Miguel Domingues, Manuelx Sebastián Monge, Kali, Érika Machado, El Lanham, Vítor Serrano. Performance / Leituras: 18h00 Rezgate (Rezmorah & Gadutra) A dança e a música de Rezmorah são apenas duas das disciplinas de uma «visão para onde vamos» que engloba outras práticas criativas, como a escrita, a performance, a escultura ou o instalacionismo, todas contribuindo para o «estudo do desconhecido, da sub e da supraconsciência». O seu não é um canto de canção, a sua fala não cabe na moldura da spoken word e o conceito de performance que aplica em cada espectáculo mantém o arcaísmo dos ritos xamânicos. Gadutra tem uma equivalente prática multidisciplinar, surgindo por via dos mais diversos recursos e processos visuais e auditivos, que podem ir do vídeo à tatuagem, nos «fluxos abstractos progressivos» de uma pesquisa da «malemolência sintética tropical». Sob o nome Rezgate, apresentarão uma série de acções ao longo de todo o dia, envolvendo artistas e voluntáries do Queer Fest. Mário Afonso Com formação nas áreas da dança e da dança-teatro, Mário Afonso enquadra as suas performances a solo num persistente trabalho que cobre a «vasta área do fazer e do pensar», sempre relacionando o corpo com o espaço e o tempo e o “eu” com os outros e com os ambientes sociais, estes de algum modo dando forma ao, apesar disso, solitário acto criativo. Estreia no Queer Fest de uma nova obra do artista, “Framework”. Teresa Coutinho A responsável pela programação do Clube dos Poetas Vivos, iniciativa que tem levado a poesia de autores contemporâneos (ela própria incluída) ao palco do Teatro Nacional D. Maria II, tem já um amplamente reconhecido percurso como actriz, encenadora e dramaturga. Activista pelos direitos dos trabalhadores da cultura, é um membro proeminente da Acção Cooperativista. Música: 19h30 Gael de Papel (Prémio Open Call Amoras Silvestres) Concerto de artista escolhide pelo júri da Open Call Amoras Silvestres, de que o Queer Fest foi um dos parceiros com Uma Ova, Casa Independente e Hysteria. A iniciativa de incentivo e promoção de projectos queer emergentes foi apoiada pela Câmara Municipal de Lisboa e pela Circuito Lisboa e decorreu entre Abril e Maio do corrente ano. Uma voz, uma guitarra e um violoncelo num projecto que parece de folk, mas abre-se a outras referências e horizontes de estilo e tem uma sólida mensagem cívica. Maria Bruxxxa Entre o hip-hop queer e o trap de clube de strip, a música da nossa bruxa preferida é interventiva, de protesto, reivindicação e, sobretudo, de representação. Cada tema representa o que é ser uma mulher transgénero, lésbica e trabalhadora sexual num mundo machista, homofóbico, transfóbico e sexo-negativista. Provocadora e confrontacional por natureza, sem receio da polémica, não surpreendem títulos seus como “Eating This Pussy”, “Hoe4Hoe” e “Dykewave”, com letras a condizer. Sofia Queiroz Orê-Ibir Contrabaixista com actividade nas áreas do jazz, da improvisação e da música de cena, em especial no teatro. Colaborações com o Teatro da Terra, nos espectáculos “Ermelinda do Rio - Nocturno para Voz e Concertina”, de João Monge, e “Sonho de Uma Noite de Verão”, de William Shakespeare, ambos com encenação de Maria João Luís. Entre outres, tocou com José Peixoto, Joana Guerra (“Chão Vermelho”) e Maria do Mar. Com formação clássica, utiliza frequentemente a electrónica em associação com o seu instrumento. Mara Nunes Regressada de Londres, onde viveu como imigrante, a cantora e teclista por cá descoberta com o videoclip de “O Encontro”, canção sobre o amor lésbico, vem desenvolvendo um trabalho em que R&B, soul, dancehall e jazz se misturam e confundem. Em paralelo, tem actividade como actriz no teatro musical, e essa particularidade reflecte-se na sua postura de cena. Do confinamento saiu o tema “I Do it Better”, sobre o mau que é termos relacionamentos tóxicos. Queer Fest DJ set DJing de fecho do Queer Fest 2021, conduzido pela sua própria equipa. E mais… Feira de Publicações / Bancas LGBTQ - 8 a 11 Setembro | Casa Independente e SMUP Carolina Elis Érika Machado Nicole Velcro Kali / Pássaro Macaco Queer as Fuck Um rabisco por dia - Daniela Conceição Kosmicare Anarkokuskas Douda Correria APAV Cecil Silveira: consultor 17 Setembro | NúcleoA70 Música e poesia: Noporn (parceria Um/Quarto - Queer Fest com NúcleoA70, Coquetel Molotov e ILGA Portugal) O Queer Fest associa-se à digressão portuguesa da dupla formada por Liana Padilha e Lucas Freire para este concerto no NúcleoA70. Apresentado como um «projecto de poesia electrónica para dançar», Noporn é conhecido nos dois lados do Atlântico por sucessos como “Baile das Peruas” e “Boca”, sendo hoje uma referência incontornável da nova cena electrónica brasileira. Traz consigo um novo álbum, “Sim”, gravado em plena pandemia, que é dançante e sexy como sempre, e como sempre apresentando-se com uma vertente poética e de spoken word, mas agora de forma mais melódica, melancólica e introspectiva do que nos dois discos anteriores. 19 Setembro | SMUP Debate: “Queer Q? 3: Transfeminismos” (parceria Cultura no Muro - Queer Fest / Ciclo Sem Fim - Feminismo Interseccional) Participantes: Kali, Naím Naieem, representante da TransMissão e Aurora Pinho. Se o pensamento e a acção queer vieram reequacionar as teorias e práticas gay e lésbica, quando estas ameaçavam cair num essencialismo estagnante, a reflexão e o activismo especificamente trans deram depois mais fundamento à ambicionada fluidez das identidades sexuais e de género da queerness. Sem esse decisivo contributo, o movimento queer não teria argumentos suficientes para contestar os binarismos que sustentam o patriarcado. O espaço queer é, no entanto, feito de complexidades, vindo estas da enorme diversidade das vivências queer contemporâneas. Neste quadro, o feminismo de uma mulher trans é o mesmo do de um homem trans? O feminismo de uma mulher trans lésbica assemelha-se ao de uma mulher trans hétero? Esses transfeminismos contrastam de algum modo com os feminismos cis lésbico e hétero? E o que terão a dizer sobre a questão, no seu próprio lugar de fala, as pessoas não-binárias? Que entendimento têm do transfeminismo uma butch e uma bicha? Um tema com muito a debater, sobretudo se quisermos evitar (e queremos!) conclusões generalistas e precipitadas… Workshop: “Autocolamo-nos” Orientação de Morgane Masterman "Autocolamo-nos" é uma oficina de desenho e criação de autocolantes artesanais. Mas também e sobretudo, é um convite para explorarmos a(s) nossa(s) identidade(s) -- com o apoio de técnicas de desbloqueio criativo, trabalhamos a auto-representação como empoderamento, o conceito de poder, força e fraqueza como construções sociais e políticas, e brincamos com a estética dos superheróis, tradicionalmente muito hétero-macho. A oficina tem um formato flexível e pode funcionar de duas maneiras: - como um evento definido no tempo, com uma hora de início e uma duração de 1h30 até 3h, dentro das quais se experiencia uma sequência de atividades para chegar à produção de autocolantes desenhados, numa dinâmica mais colectiva (este formato pode ser adaptado online); - como uma banca de acesso livre, onde cada pessoa é acolhida e acompanhada ao seu ritmo, num espírito mais introspetivo e a dinâmica colectiva deixada ao acaso. Em ambos casos, a ideia é proporcionar ferramentas de auto-representação, exemplos de representações não-normativas de (super-)poder, e apoiar cada pessoa na criação em desenho do seu alter-ego com superpoderes não-normativos. Graças a receitas de cola artesanal, cada pessoa poderá transformar os seus desenhos em autocolantes para serem colados no mural colectivo, ou onde quer que ache que os seus superpoderes podem ter impacto!
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